O dia que quase afundamos nas Similan Islands

Por Themys Cabral

Depois de alguns dias “morando” no centro de Phuket e ficar só dentro do ap trabalhando, resolvemos fazer o tour pelas Similan Islands. Um conjunto de ilhas liiiiindas próximo na verdade, não tão perto de Phuket.

Impossível se cansar de ver esse mar.

Impossível cansar de ver esse mar.

Olhando assim perde ate um pouco do glamour.

O paraíso fica lotado. Fazer o quê? Mas esse é assunto para outro post.

Eu queria ficar só de boa aproveitando a praia (as Similan Islands valem são muito fotogênicas), mas o Robert estava animado com snorkeling. Em vez de ir fazer o tal do snorkeling e me deixar de boa na praia, a “pessoa” ficou insistindo para eu ir ver o peixe não-sei-la-o-quê que ele estava vendo. Ele insistiu tanto, que eu fui. Mas não devia ter ido

A minha máscara estava uma droga. Ficava entrando água o tempo todo. Com isso, eu tinha que fazer um esforço com os pés a todo o momento, enquanto tirava a água de dentro do máscara. Resultado: fiquei exausta. Pior: fiquei exausta bem no momento que uma corrente forte nos atingiu. Eu nadava, nadava e não saia do lugar. E a máscara entrando água

Robert me aconselhou a carregar a máscara na mão. Fiz isso. Mas com a máscara na mão, não conseguia nadar direito com força o suficiente para atravessar a corrente e voltar à ilha. Comecei a ficar nervosa.

Robert gentilmente voltou até onde eu estava para pegar a máscara e carregar. Assim eu poderia nadar mais facilmente. Mas… a porcaria da máscara acabou caindo e foi parar num vão entre pedras no fundo do mar. Detalhe: se perdêssemos à máscara teríamos que pagar uma multa ao barco que nos levou até a ilha.

Exaustos e precisando parar para respirar, mas com a terra ainda longe, paramos numas pedras cheias de corais. Era o que tinha. Claro, machucamos um monte os pés.

Eu só queria voltar para a ilha e sair daquela correnteza, mas o marido teimoso queria dar um jeito de recuperar a máscara. Pedi encarecidamente para ele deixar para lá, mas não teve jeito.

Voltei para a ilha e ele voltou determinado a recuperar a droga da máscara. E… Surpresa!!! Ela não estava mais lá.

Àquela altura eu estava louca da vida com o teimoso do meu marido (primeiro por ficar insistindo com o snorkeling e depois por insistir de ir buscar a máscara). Nós estávamos atrasados para pegar o barco de volta e não encontrava mais ninguém do nosso grupo.

Quando cheguei à areia, um senhor que fazia snorkeling ali perto veio me entregar a máscara perdida. Ele viu o nosso apavoro e acabou conseguindo recuperar a bendita no momento em que o Robert me acompanhava a nado de volta à ilha e depois voltava sozinho para pega-la.  Por sorte, o nosso grupo também não tinha ido embora, porque o barco acabou estragando.

No fim, tudo deu certoNão perdermos a máscara, nem o barco e nem a vida (dramática, né?!!). Desfizemos o beiço um com o outro e aproveitamos o resto da tarde. Ganhamos mais um tempinho na ilha mais bonita entre todas das Similian Islands, já que tínhamos que esperar o término do conserto do barco.

Os pés estavam todos cortados. Mas quem se importa, quando se tem um ao outro e uma praia paradisíaca à frente?

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