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Dia 174 – Safári no Serengueti

Por Themys Cabral

Acordamos cedinho e o cozinheiro serviu um delicioso café da manhã, um dedo de prosa e uma baita aula sobre suáli, língua falada na Tanzânia. Arrumamos todas as coisas no carro e partimos em direção ao Serengueti.

Mas no meio da caminho… o carro escangalhou. Enquanto o guia e o cozinheiro tentavam arrumar, um grupo de mulheres masais se aproximou de nós pedindo dinheiro. Queriam que eu fizesse foto delas e depois desse algum dinheiro. Eu as ignorei, propositalmente, e elas foram para o canto delas. Mas, aos poucos, foram voltando para o meu lado, tentando chamar a minha atenção.

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Carro quebrado no caminho para o Serengueti.

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Mulheres masais observando os turistas que passavam de carro.

masais no serengueti

Eu, no meu canto, esperando que elas se aproximassem de mim.

Robert e eu oferecemos salgadinho para as crianças e a curiosidade mútua começou a tomar espaço, naturalmente. Fiz menção de imitar elas, numa dança que elas estavam fazendo para chamar atenção dos carros que passavam por ali e elas amaram! Me colocaram no meio delas e fizeram questão de me ensinar o jeito masai de dançar.

masais no serengueti

Robert tentando uma aproximação.

Resolvi ensinar alguma coisa da minha cultura para elas. Arrisquei uns passos de samba, mas lembrei dos passinhos de “Segure o tchan“. Sei, você que me conhece, nunca imaginaria eu fazendo isso. Mas essa coisa de raiz, é nessas horas que aparece, hehehe. Quando eu vi, instintivamente, eu estava ensinado às masais a dançar “É o Tchan”. E elas estavam amando.  O Robert se matando de dar risadas, tirando fotos e filmando. Falta o Robert editar esse vídeo para colocar aqui! 

No fim, a quebra do carro, foi ótima! Rapidinho o carro foi consertado e seguimos viagem. Chegamos um pouco atrasados ao Serengueti, mas conseguimos aproveitar bastante. Vimos mais zebras, elefantes e também leão e leopardo! Vimos um leão todo ensanguentado, caindo de sono depois de ter caçado e comido. Na verdade, a leoa que caçou. Ele só fez comer e dormir! Vimos também um leopardo tentando caçar uma gazela, mas o ataque foi mal sucedido. Dos Big 5, só estava faltando o rinoceronte e o búfalo.

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Depois de encher a pança, esse leão resolveu tirar uma soneca no meio da estrada. Sem problemas, ele que manda ali e é o rei do pedaço.

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Cena do Serengueti.

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Para fazer safári tem que treinar o olho observar os bichos no meio da vegetação.

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Família de elefantes no Serengueti.

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Mais elefantes no Serengueti.

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Treinando o olho aqui também.

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Além dos elefantes, as girafas são os meus bichos preferidos.

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Hipopótamos também são da hora.

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Zebras no Serengueti,

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Muito bacana poder ver um elefantes tão de perto, ao mesmo tempo no habitat natural dele.

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No safári, quem fica enjaulado somos nós.

Chegamos ao acampamento e enquanto fomos para os banheiros coletivos tomar banho, o guia e o cozinheiro armaram a nossa barraca (assim é fácil acampar, hehehe). Na volta nos aquecemos, jantamos e nos recolhemos. Eu estava simplesmente morrendo de medo. Esses acampamentos não têm qualquer proteção. Ficam no meio da selva, não tem nenhum um tipo de cerca, nada! 

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Nosso acampamento no Serengueti.

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Refeitório do acampamento.

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Jantar sendo preparado.

Pouco antes de dormir, comecei a ouvir uns barulhos estranhos ao redor da barraca. Acordei o Robert (claro, que ele já estava dormindo!) e ele falou para eu não me preocupar que aquele barulho era de cachorros!!! Sem noção me dizer um negócio desse, né? Fiquei revoltada! Acordei ele de vez e falei com todas as letras: acorda, acho que tem hienas rondando a nossa barraca.

Sim, eram realmente hienas e elas faziam barulhos assustadores. Elas estavam rondado o lixo perto do refeitório, que fica bastante próximo ao conjunto de barracas. Demorei uma era para dormir, me acostumando com o barulho das hienas e tentando dizer para mim mesmo que: “não, elas estavam só atrás do lixo, elas não iriam nos atacar”.

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