De Vegas ao Grand Canyon, com Rota 66

Por Themys Cabral

Se você estiver de carro em Las Vegas, vale a pena esticar e reservar um tempo de sua viagem para conhecer o Grand Canyon.

A partir de Vegas, a opção mais próxima, a 150 km, é o West Rim. É neste local que está a skywalk, aquela passarela de vidro no meio do Grand Canyon. O ingresso custa US$ 80. Este local, porém, não é considerado realmente o Grand Canyon ainda. Ele fica fora do parque do Grand Canyon e funciona mais como um aperitivo para os turistas que estão em Las Vegas.

Se você quiser conhecer o Grand Canyon de verdade vai ter que dirigir pelo menos umas 6 horas até o North Rim (borda norte) ou South Rim (borda sul).

A borda norte exige mais esforço para trilhas e fica fechada durante o inverno.

A borda sul fica aberta durante todo o ano e oferece a possibilidade de conhecer o Grand Canyon a partir de caminhadas leves. A entrada custa US$ 30 dólares por carro e vale por uma semana inteira. Se essa for a sua escolha, se hospede na pequena e charmosa cidade de Tusayan, na boca de entrada do parque (tente conseguir uma boa barganha na hospedagem pelo Express Deal do Priceline)

Nossa escolha foi a borda sul. Mas, veja, nós fomos no inverno e a neve apertou, caindo forte. A neblina era intensa. Tínhamos apenas dois dias para fica lá e a visualização ficou comprometida. Já ouvimos relato de outras pessoas, que, mesmo no inverno, conseguiram ver. Nossa indicação é você evitar o inverno.

Grand Canyon encoberto pela neblina.

Grand Canyon encoberto pela neblina.

ROTA 66

Saindo de Vegas e indo para Tusayan ou indo de Tusayan para Los Angeles, como nós fizemos, você pode tentar programar o seu GPS para pegar alguns trechos da lendária Rota 66. Fazer o caminho todo pela Rota 66 não é recomendado, pois a viagem ficará muito longa. Mas é imperdível pegar um pedacinho dela.

Você vai ter que brigar com o GPS para fazer isso porque ele vai querer te mandar pegar as rodovias principais. Para domesticar o GPS vá colocando trechos pequenos para alcançar alguma das cidades que ficam na beira da Rota 66. Para isso, dê uma boa olhada no mapa da rodovia antes.

Estando na Rota 66, não espere fazer uma fotografia com as famosas placas. As originais foram todas furtadas. As poucas placas que existem hoje foram substituídas por um modelo com um desenho diferente, com referência à rota histórica. Vale a foto mesmo assim.

Modelos novos de placas da Rota 66. As tradicionais foram roubadas.

Modelos novos de placas da Rota 66. As tradicionais foram furtadas.

Importantíssimo: não deixe de parar numa das bodegas na beira da estrada. Eu e o Robert paramos na Saloon e tivemos uma experiência inesquecível. O clima era super animado e todos se tratavam pelo nome. Puxaram papo conosco e foi bem divertido.

Pausa para um café (chafé) e fazer novos amigos.

Pausa para um café (chafé) e fazer novos amigos.

O negocio é encostar no bancão e pedir uma cerveja (se não estiver dirigindo, é claro).

O negocio é encostar no balcão e pedir uma cerveja (se não estiver dirigindo, é claro).

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Modificado e otimizado por Jean Kássio